Jogo Independente Brasileiro: Festival Jogatório — notas do diretor

Jogo Independente Brasileiro: Festival Jogatório — notas do diretor

No dia 10 de agosto de 2026, lancei o longa-metragem de 1 hora, 14 minutos e 13 segundos jogo independente brasileiro: festival jogatório ou festival jogatório: a verdadeira face da cena indie brasileira. O título formal é o primeiro, mas sabe como YouTube e algoritmo é, né? No Letterboxd é o que tá certo mesmo.

A descrição escrita por mim mesmo em um minuto antes de correr para pegar o ônibus foi: alexandre avatics tenta entender o universo dos videogames independentes brasileiros presentes no festival jogatório 2025. uma jornada intimista, mas distante, do mundinho gamer e todo tipo de reflexão maluca que um evento como esse pode provocar em cada pessoa.

Recentemente, retornei ao evento, mas agora com a intenção de não fazer nada de “conteúdo”, para além de jogar alguns videogames independentes e divulgar meu recém-lançado documentário. Foi, no mínimo, confusa a experiência de reencontrar todos os signos relacionados a um documentário que foi feito com um esmero que apreciava cada frame como algo eterno.

Talvez eu só superestime minhas memórias. Afinal, elas são solenemente minhas.

Jogo Independente Brasileiro: Festival Jogatório
Capa recusada pelo excesso de dramatização por um comitê anônimo…

Acredito que aqui nesse site que tenho tanto orgulho de fazer parte, poderia desenvolver alguns dos pensamentos sobre produzir tudo isso. Claro que já preciso começar, tal qual um jogador de futebol, agradecendo todo mundo que fez esse caminho se tornar realidade. Cada desenvolvedor, amigo ou passageiro fez parte desta pequena história.

Mas o agradecimento mais específico é claramente pra Lanyaners, que colocou a mão na massa pra constituir a cinematografia experimental de 720p, densidade fúngica e, claro, comentários muito críticos sobre os ângulos e circunstâncias que constituíram a imagem em movimento que você vê.

Jogo Independente Brasileiro: Festival Jogatório
Esse momento esconde um segredo que nunca será revelado…

Existem uma série de exposições que eu poderia realizar sobre cada uma das decisões criativas e crises de linha do tempo. Eu ouso dizer que, para a maioria dos desenvolvedores, era um momento de transição muito importante de suas vidas pessoais, mesmo aqueles que não falaram nada de bombástico.

No entanto, apesar de ser distante e irracional quando se trata de cinematografia, eu prefiro manter essas coisas no anonimato e na distância necessária. Em breve pretendo lançar uma pequena compilação das entrevistas na íntegra. Infelizmente, é difícil não se ver de mãos atadas em não ser capaz de encaixar uma longa conversa sobre o vazio de um Homem-Aranha amapaense. Acontece.

Minha hiperfixação pelo Farol Santander se constituiu depois de eu chorar na exposição do Yoshitaka Amano.

Para mim em específico, foi um momento que me era importante, afunilado em tarefas, mas desejando fazer cada vez mais. Claro, isso me colocou numa circunstância desfavorável. Trabalhar em dois turnos + a universidade de jornalismo me deixaram perdidinho. O único momento para jogar videogames era uma meia hora de entrega de Death Stranding 2 no silêncio de um escritório abandonado frente a uma avenida muito movimentada.

Digo tudo isso porque alguém de nariz empinado me disse para mostrar e não falar, portanto muitas palavras deixaram de aparecer naquele documentário. Muitas histórias e sensações. Mas acho que essa é a vida. De qualquer modo, sou grato de como toda essa coisa saiu, e acredito que enfim possa virar a página para começar novas e empolgantes coisas.

Aqui estão os videogames “cobridos” nos documentário, é só clicar:

Jogo Independente Brasileiro: Festival Jogatório
Eu e o Controle Voadores Toso no “Copanzinho”. Eu meio que tinha me comprometido a entrevistar ele… fica pra próxima.

Uma coisa que notei no Jogatório seguinte (Festival Jogatório 2026), por parte de alguns outros desenvolvedores, foi um cenário mais pessimista e incerto sobre o futuro, especialmente em relação a publishers e potenciais financiamentos. A ideia de fazer um jogo e, eventualmente, ter um estúdio mais abastado parece se distanciar para dar lugar a uma lógica de “fez o jogo, tchau e bênção”. Se isso é uma bolha, talvez ela já tenha explodido na nossa cara.

Sem querer fazer isso um call to action, mas, se você tem alguma história interessante para me contar sobre os bastidores do mundinho dos videogames brasileiros ou só queira falar alguma coisa, pode formalmente mandar um e-mail para: contato.avatics@gmail.com

No mais, me atenho empolgado e preocupado com o futuro dos videogames. Num mundo tão doidinho como este.