Kamen Rider OOO — ação, diversão e comoção (Análise)

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Sempre quando eu tento falar de ska, eu me animo muito, pois esse é o meu gênero musical favorito. Posso até não ser um grande músico talentoso como alguns de meus amigos, mas nada vai me impedir de comentar o que eu sei sobre esse gênero maravilhoso, alegre e um tanto desconhecido.

Se você não conhece ska, tente se lembrar da franquia de jogos Tony Hawk . Em sua trilha sonora há muitas músicas ska punk, um de seus subgêneros que mais se popularizaram aqui na América. Eu poderia ficar o dia inteiro falando sobre esse assunto, mas esse não é o propósito do texto (pelo menos até certo ponto). De qualquer forma, falando de maneira breve, este gênero é uma versão jamaicana de R&B que nasceu em 1962 com a independência do país.

Caso tenha despertado um interesse pelo movimento, dê uma procurada no YouTube porque vale muito a pena. É um ritmo extremamente divertido e animado, e é muito gostoso de se escutar e dançar.

Beleza, mas o que isso tem a ver com Kamen Rider? Afinal de contas, isso é um texto sobre a franquia. Bem, não só sua abertura como até alguns dos temas do herói seguem uma temática bem similar ao gênero ska, portanto eu o considero como tal.

Kamen Rider OOO faz parte de minha série onde analisarei todas as 25 séries de Kamen Rider mais populares no japão, me baseando nessa pesquisa da NHK. Se estiver afim, você também pode conferir os outros textos da série já feitos clicando aqui. OOO ficou em 3.º lugar na lista.

Como eu já repeti algumas vezes, ska é um gênero musical animado, logo, Kamen Rider OOO também deve ser bem animado né? De fato, a série tem vários momentos leves e cômicos, porém diferentemente de seu antecessor, eu sinto que essa temporada é mais focada no drama do que na comédia.

O mais legal de seu tom mais é a forte dualidade entre o herói e seu companheiro. O protagonista Eiji Hino, está sempre lutando com suas forças ao máximo para poder salvar as pessoas ao seu redor, sem nem se importar com sua própria vida, o que resulta em um personagem mais humanizado do que apenas um herói estoico.

Muito diferente de seu companheiro, Ankh é um ser homúnculo centenário e mal-humorado, que coloca sua vida e objetivos acima de tudo e todos, com um perfil inumano e insensível.

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Estes dois personagens são completamente divergentes em pensamento e personalidade. Enquanto Eiji começa a perder sua humanidade, Ankh começa a ganhar humanidade. Mesmo com papéis invertidos, eles ainda demonstram uma enorme divergência. Isso não impede que esses dois personagens sejam um ótimo casal, quer dizer casal, quer dizer parceiros. Eles são ótimos parceiros.

Não só os personagens principais têm um bom roteiro, mas os antagonistas e Rider secundário tem uma jornada emocionante. Por conta disso eu senti que a drama e narrativa são o ponto mais forte dessa temporada, já que em boa parte dela os seus momentos sérios são equilibrados pela comédia e temas animados.

Mesmo considerando que a narrativa é um pouco sisuda, ainda há aquela quebra no tom com seus temas musicais completamente animados, e alguns deles cantados pelo talentoso ator Shu Watanabe, intérprete do Eiji Hino.

Assim como seus temas musicais, o design da armadura de Eiji é intrigante para mim. Apesar dele ser relativamente simples, também é ao mesmo tempo muito complexo. A forma que os poderes são atribuídos ao personagem é genial, onde a armadura é separada em três partes: a cabeça, o torso e as pernas. Cada uma das seis medalhas de animal que o protagonista equipa corresponde a uma das outras partes citadas anteriormente, o que cria assim uma vasta combinação de design de armaduras.

Para cada forma alternativa que o herói utiliza, um tema ridiculamente espantoso diferente começa a tocar. O mais legal dessas músicas é ver como a produção criou versões alternativas mudando seu gênero musical, dando uma experimentada e criando, sinceramente, obras de arte. Infelizmente eu encontrei apenas três de sete desses temas alternativos no YouTube, mas mesmo assim, eles são tão bons que eu as vezes os deixo tocando no loop ao longo dia.

Toda essa energia e animação provinda de sua OST não foi o suficiente para me impedir de ficar emotivo nos últimos minutos da temporada. O casal, quer dizer, companheiros Eiji e Ankh, derrotam juntos o chefe final em uma luta emocionante acompanhada de um de seus temas fantásticos.

Logo em seguida os dois têm um belo diálogo onde admiram suas evoluções como personagens e o que ambos conquistaram ao decorrer da história. Obviamente, tudo foi acompanhado de um tema muito tocante.

Após finalizar a obra e ter chorado um pouco com seu desfecho, eu compreendi o porque Kamen Rider OOO era muito falado nas redes sociais que eu consumo. Ele pode até ser vangloriado demais, mas eu me atrevo a dizer que é uma das melhores obras que eu assisti até agora, e o ska presente na sua trilha musical dá diversas voltas para deixá-lo ainda mais especial.

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